10/01/2011

CAEL Tema 3 - A Discussão no Fórum

Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online



1. Síntese dos assuntos abordados

O debate dividiu-se por três tópicos. O 1º “Teoria versus Prática”, contou com 134 participações. A discussão iniciou-se com um tema inesperado para mim, atendendo à temática em apreciação “Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online”, ou seja, antevia panoramas “perspectivas”, talvez algo mais abrangente do ponto de vista pedagógico. Em vez disso, a Mª João lançou-se/nos muitos passos à frente, já para o âmbito dos instrumentos – o (e)portefólio. Tive consciência que nos estávamos a adiantar, pois o e-portefólio deveria integrar o tema 4 “Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online”. O título foi muito bem seleccionado “Teoria versus Prática”, ou seja, o e-portefólio é uma das estratégias/instrumentos mais sonantes na actualidade para levar a cabo a avaliação baseada em princípios sócio-construtivistas, constitui portanto o lado prático das ideias sobre avaliação em contexto online. A questão levantada pela colega era clara: como operacionalizar esta estratégia de avaliação, mas não se reteve no geral e arremessou uma série de perguntas apropriadas e acutilantes.

- Relativamente ao professor perguntava: como avaliar um e-Portefólio; quando; utilizando que rubricas; feedback - quando e onde.
- Relativamente ao estudante: com que dificuldades se deparam os mestrandos na elaboração do e-portefólio no blogue; como contornam as dificuldades; como valorizam o e-portefólio; e os e-portefólios dos colegas?

Com esta argumentação quem poderia travar as respostas entusiastas, substanciais e fundamentadas que se seguiram?

O debate no 1º tópico depressa enveredou para a avaliação da estratégia da participação dos estudantes nos fóruns. O destaque dado à palavra “quantidade” na imagem do “Word it out” reporta-se à discussão sobre o modo de avaliação das participações relativamente à quantidade/qualidade.

No 2º tópico, foi lançado o tema “Diferentes avaliações para diferentes ambientes de aprendizagem?”, com 19 participações. Num outro tópico com 15 participações, partilharam-se reflexões sobre questões dos artigos, nomeadamente, o conceito multidimensional da avaliação; a problemática da verificação da identidade do sujeito avaliado e o feedback virtual como direito e dever. Ainda se registaram 4 participações sobre plágio.


2. Destaque  do contributo individual
A minha primeira intervenção foi no sentido de dar feedback a algumas questões já em debate acesso, mas sem um ponto de ordem. Sobre a avaliação (quantidade/qualidade) referi que o essencial é a definição por parte do professor de uma escala de parâmetros, que estabeleça o que constitui, por exemplo, o máximo, médio e mínimo. A definição de padrões empresta segurança não apenas ao avaliador, mas também ao avaliado.

Relembrei que a avaliação de uma UC não pode recair apenas sobre um instrumento de avaliação, pois resultará numa avaliação parcial, se não mesmo enviesada. A citação do artigo “Problemáticas da Avaliação Online” (Gomes, 2009) era essencial e viria a ser retomada na participação de vários colegas:

Diversificar os momentos, fontes e instrumentos de avaliação são medidas importantes na educação a distância (online) pois ajudam o professor a construir um perfil de cada estudante através do cruzamento de informações, permitindo que todo o processo se torne mais claro e fidedigno. (p. 1679)

Num post seguinte tentei demonstrar, com uma lista de perguntas, que é necessário saber exactamente o que pretende o professor com a utilização do portefólio como instrumento de avaliação e se este é adequado ao curso. Lembrei as considerações de Attwell sobre a adequação do e-portefólio. Não podia estar mais de acordo com este autor quando diz que a reflexão nem sempre é um processo de aprendizagem fácil, até pode ser estéril quando se diz ao estudante: “Agora vá e reflicta” (que é o que sucede, muitas vezes, no caso da adopção dos e-portefólios). Para Attwell, uma das falhas das comunidades de e-learning é a tendência para seguir modas sem analisar o que resultou ou não resultou e as respectivas razões. No caso dos e-portefólios, isso leva a que não haja consenso quanto às abordagens. A conclusão a tirar é que a adoptar-se o e-portefólio como um dos instrumentos/fontes de avaliação, este deve ser bem pensado e planeado para o fim a que se destina.

Intervim como resposta a participações de colegas sobre a função do professor enquanto tutor, cujo grau de intervenção depende de vários factores, mas que no âmbito da avaliação se afigura essencial, sobretudo na vertente da avaliação formativa/de processo, constituindo um necessário feedback sobre o acompanhamento do formando.

Creio ser pertinente a reflexão feita por mim, lembrando que nem sempre se consegue aliar a teoria pedagógica à prática e quando isso sucede é inútil fazer floreados verbais para contornar a situação, mais vale assumir.

No tópico “Diferentes avaliações para diferentes ambientes de aprendizagem?”, tentei fornecer sugestões práticas à questão levantada, fundamentando as ideias nos textos estudados, de forma crítica.  Os testes automatizados, disponíveis numa plataforma de aprendizagem, só porque não remetem para a “construção social do conhecimento”, como pressupõe Primo (2006), não deixam de ser válidos, quando conjugados com outros instrumentos/fontes, podendo constituir um elemento eficaz, assumindo, por exemplo, a função de teste formativo ou de aferição de conhecimentos. Para formandos, que procuram uma formação técnica, recomendei a estratégia da resolução de problemas, para uma ligação entre saberes e a mundividência dos formandos, resultando numa maior motivação e melhores resultados. Para as reflexões casuais e autónomas da parte dos formandos sugeri a proposta de Attwell. Este autor encara a reflexão como uma conversa, consigo mesmo ou com os outros e, para ele, o espaço ideal é fora do escritório, num Pub, com um iPod ou no verso de um envelope. Se o que conta é o processo e não o meio, porque não usar o áudio digital (que poupa tempo, não sendo escrito, e é mais rico em expressividade). Uma proposta para a perguntar “como avaliar a participação em ambientes sociais online” poderia passar pelo Voice Thread e por indicações e parâmetros claros do professor.

Neste fórum abri o tópico: “Reflexão sobre questões dos artigos” e dentro deste lancei os temas “A problemática da verificação da identidade do sujeito avaliado” e “Feedback virtual como direito e dever e a questão”, que tiveram feedback significativo.


3. Considerações gerais
Relativamente à discussão sobre os e-portefólios, considerei pertinente vincar questões ligadas aos objectivos e finalidades deste instrumento, esforçando-me por pensar além do âmbito restrito do nosso mestrado. Se uma das estratégias que ambicionamos implementar na avaliação de um curso é o e-portefólio, é necessário ter em atenção questões desta natureza: qual é a função da avaliação a privilegiar? Qual a ligação com as competências/objectivos do curso? Que devemos avaliar no e-portefólio? Posteriormente há que perguntar se o e-portefólio é o melhor instrumento a usar contrabalançando o que se pretende face ao número de avaliados. A ideia-chave para mim continua a ser esta: a adoptar-se o e-portefólio como um dos instrumentos/fontes de avaliação este deve ser bem pensado e planeado para o fim a que se destina.

Foi abordada uma questão muito importante: a avaliação formativa. É um conceito muito caro a teóricos das ciências da educação e constitui uma modalidade de avaliação muito falada, mas nem sempre operacionalizada de forma adequada. Penso ser importante distinguir, por um lado, modalidades de avaliação e, por outro, técnicas, instrumentos e critérios de avaliação que devem estar bem definidos no início de um curso, para que avaliador e avaliado se orientem e todo o processo seja claro. Não é por acaso que Barberà afirma, a propósito da avaliação online e do seu carácter multifacetado: “Em termos gerais pode afirmar-se que a avaliação reconhece-se mas não se conhece”(2006, p.5). Penso que debates como este contribuem para “conhecer” a avaliação.

Considerei muito importante alargar a discussão para além do âmbito da formação académica. Por vezes, é difícil abstrairmo-nos da nossa condição de mestrandos. As perspectivas sobre avaliação pedagógica podem centrar-se em linhas comuns, mas será necessário haver adequação ao tipo de formação e ao perfil do formando. Numa altura em que o e-learning se expande, esta questão é muito pertinente. Na qualidade de futuros formadores em e-learning, por exemplo, devemos estar alerta para esta realidade para sabermos adaptar quer a nossa postura, quer as estratégias metodológicas a implementar numa dada formação.  



4. Bibliografia referida no debate


Amante, L. (2009). A Avaliação das Aprendizagens em Contexto Online: O E-portefólio como Instrumento Alternativo. Actas da VI Conferência Internacional das TIC na Educação - Challenges 2009

Attwell, G. (2009). A Reflection on Reflection. Pontydysgu (Blogue). Disponível em http://www.pontydysgu.org/2009/05/a-refection-on-reflection/

Oliveira, L. R. & Alves, M. P. (Orgs.) (2006). Aprendizagem Formal e Informal. I Encontro sobre e-Portefólio. Actas. Ludomedia – Conteúdos Didácticos e Lúdicos: Braga. Disponível em http://eportefolio.ese.ipsantarem.pt/eportefolio/images/stories/materiais/artigos/encontroe-portfolioportugal.pdf

Morgado, L. (2010). Ser Professor Online: Desafios de Ensinar na Rede. 1º Encontro UED Elearning 27 de Março de 2010. Disponível em http://www.slideshare.net/lmorgado/papel-do-professor-onlineensinar-na-rede?from=ss_embed

Porto S. C. (2005). A avaliação da Aprendizagem no Ambiente Online. In R. V. Silva e A. V. Silva (eds.) Educação, Aprendizagem e Tecnologia. Edições Sílabo: Lisboa.

Stefani, L., Mason, R. & Pegler, C. (2007). The educational potential of e-portfolios: supporting personal development and reflective learning. Londres: Routledge)

Lista de software antiplágio
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28/12/2010

CAEL Tema 3 - A Actividade de Grupo

Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online

Esta actividade teve como objectivo proporcionar uma análise e reflexão sobre as perspectivas, princípios e modalidades/estratégias que têm vindo a emergir na literatura atinente às questões específicas da avaliação das aprendizagens no contexto da educação online.


1. O trabalho de grupo

Nesta actividade de pequeno grupo, trabalhei com o Nuno. Lidos e analisados os textos propostos, trabalhámos colaborativamente numa Wiki. A complexidade dos artigos, que não obstante se complementam na identificação de grandes linhas de força sobre o tema em estudo, convocando, cada um, vasta bibliografia de suporte, tornou dispensável o recurso a outras fontes adicionais.

atividade_3                                                            


2. Considerações em jeito de reflexão

Uma das maiores dificuldades, quando somos instigados à elaboração de uma síntese, em grupo, num número reduzido de páginas, é tentar encontrar apenas o essencial de cada artigo e saber redigi-lo de forma concisa e sucinta. Com esforço, isso foi conseguido no produto final.

Foi importante a consciencialização sobre diferentes tendências na organização de cursos online: o modelo mais tradicional transposto do ensino presencial e o modelo baseado em princípios sócio-construtivistas (ligado à educação dialógica e problematizadora e reflectido na construção social do conhecimento). Porém, a realidade revela não haver campos rigidamente estanques. 

Outra ideia central nesta temática está espelhada na reflexão final do nosso trabalho. Quando de concebem cursos online, é necessário que estes contemplem “um processo de avaliação completo que aponte para o conceito multidimensional da avaliação, para critérios válidos, juízos, decisões educativas, comentários, feedback dos professores e alunos, com o fim último de se obter uma aprendizagem progressiva e sólida”.

10/12/2010

CAEL Tema 2 - A Discussão no Fórum

Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online




1. Síntese dos assuntos abordados
Verificaram-se participações nos seguintes tótpicos:
- As diferentes perspectivas presentes nos vários artigos (64 participações);
- Directrizes comuns e não comuns de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online (13 participações)

2. Destaque do contributo individual

Os artigos propostos para análise nesta actividade constituem um manancial de conhecimento sobre directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online. As sínteses elaboradas pelos diferentes grupos foram uma ajuda preciosa para nos embrenharmos nas ideias dos artigos. Não obstante, a diversidade de perspectivas e abordagens dificulta a percepção sobre os modelos com que nos deparamos. No sentido de ter um esquema visual da caracterização das diferentes propostas e da identificação dos fundamentos subjacentes a modelos de avaliação de cursos online, tomei a iniciativa de construir uma tabela no Google Docs. Aí coloquei os elementos essenciais da perspectiva presente em cada artigo e os colegas foram acrescentando elementos, nomeadamente na área do artigo trabalhado.
Aqui fica uma imagem do resultado.

Participei activamente ao longo da discussão e nos dois tópicos. A iniciativa de visualizar os principais elementos conducentes à identificação de directrizes de qualidade nos vários textos foi importante para fomentar o debate de ideias. Participei também prontamente na melhoria do mapa conceptual elaborado pelo colega Joaquim.  


3. Considerações gerais
Pretendi que a tabela iniciada por mim no Google Docs fosse esquemática, porém, os colegas foram acrescentando características. Felizmente o trabalho do Joaquim, no mapa conceptual, conseguiu identificar o artigo/estudo com mais potencial de qualidade, partindo de directrizes generalistas, a saber:
- professores com formação adequada
- planificação/ pedagogias/ metodologias/teorias
-  sistema informático/ tecnologia utilizada/ recursos
- aprendizagem centrada no aluno
- avaliação

A riqueza desta actividade consistiu, a meu ver, no facto de os participantes discutirem ideias consubstanciadas nos artigos e de as relacionarem com a actividade anterior: a qualidade no ensino e aprendizagem em cursos online.


4. Recursos do debate
Google Docs -
Mapa conceptual

05/12/2010

Sobre o MPEL 04

Sobre o MPEL 04

CAEL Tema 2 - A actividade de grupo

Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online

Para o tema 2, “Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online”, de entre os recursos disponíveis, seleccionei para trabalhar o artigo:
Achtemeier, S., Morris, L. & Finnegan, C. (2003) Considerations for Developing Evaluations of Online Courses, JALN, Vol 7, I.
Para isso juntei-me ao grupo, que por minha iniciativa, se designou “Grupo Developers” (Helena, Joaquim Lopes, Nuno e eu).

1. O trabalho de grupo
O trabalho de grupo consistia na leitura e análise do texto escolhido para se construir em conjunto uma síntese que focasse os seus principais aspectos, por forma a caracterizar a proposta de modelo/avaliação da qualidade de cursos online. Na elaboração do trabalho foram utilizadas as ferramentas do Moodle e do Google Docs, bem como o mail.
O trabalho final foi alojado no Scribd neste endereço (http://www.scribd.com/doc/44495023/Achtemeier-et-al)

Achtemeier et al                                                            

Aquando da apresentação do trabalho no fórum, colocamos a seguinte introdução, com uma questão para se poder abrir o debate na fase seguinte:

“Neste artigo de Achtemeier et al, a proposta de avaliação da qualidade de cursos online consiste na categorização de princípios recolhidos da revisão da bibliografia centrada nas práticas eficazes de ensino e aprendizagem em cursos online. Para se chegar a um quadro conceptual de itens orientadores da avaliação da qualidade dos cursos procede-se à comparação da presença destes princípios em itens que integrem instrumentos de avaliação em uso numa determinada instituição.

Lançamos-vos uma pergunta:

Se pretendesse construir um inquérito de avaliação da qualidade dos cursos online, quais seriam os principais aspectos que incluiria?”

2. A contribuição individual 
O contributo individual está comprovado na participação no fórum do grupo. Inicialmente tínhamos previsto que cada um faria uma síntese de uma parte. Apercebi-me que dado o aproximar do prazo para o términos da actividade, o mais sensato seria apresentar uma sugestão de síntese de todo o texto ao grupo. Esta iniciativa revelou ser a mais adequada, tendo sido a estratégia seleccionada pelo grupo. Com a colaboração de todos, o texto ficou pronto.


3. Considerações gerais
Ler, analisar e sintetizar artigos, quer individualmente quer em grupo, é das actividades que mais aprecio, já que integram uma competência em que tenho prática e facilidade e que considero ser essencial para a apreensão de ideias e conceitos importantes em todos os temas de CAEL.
Por condicionalismos ligados às características dos elementos do grupo, ou por força das circunstâncias, esta foi uma actividade em que se usou mais o fórum do grupo no Moodle para trabalhar do que o espaço do Google Docs criado e (pouco) usado para o efeito. A diferença notada foi no uso da plataforma, quase como ferramenta síncrona. Esta pequena mudança não alterou a qualidade do trabalho apresentado.
Conhecer a dinâmica de grupo é importante, no sentido de reconhecermos as capacidades de cada elemento e aproveitá-las para o fim comum. É necessário também saber quando é mais necessária a nossa intervenção, no caso de um dos elementos estar impossibilitado de participar em determinado momento, que pode ser fulcral. É o espírito de entreajuda a funcionar. 

CAEL Tema 1 - A actividade de grupo

Qualidade no Ensino e Aprendizagem em Cursos Online: Uma Teia de factores

O objectivo deste tema prendia-se com a análise de perspectivas sobre a qualidade em e-learning, no sentido de identificar questões e factores emergentes na respectiva avaliação. As competências foram estipuladas para clarificar conceitos correlacionados com a qualidade em e-learning e fazer o levantamento dos factores que determinam a qualidade de cursos online

1. O trabalho de grupo

Para a prossecução do objectivo da actividade, previa-se a leitura e a tradução dos artigos:
Penna, M. P. & Stara, V. (2008). Approaches to E-learning Quality Assessment.

Wisenberg, F. & Stacey, E. (2005). Reflections on Teaching and Learning Online: Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective.


Para levarmos a cabo o trabalho colaborativo, optou-se pelo espaço de uma Wiki que foi criada pela Mª João (http://cael2010.pbworks.com/w/page/31893955/Atividade-1) Aí se procedeu à selecção do artigo e à parte individual a traduzir. Optei pelo 2.º texto, pelas páginas 387-388 (conforme a imagem).    


A actividade colaborativa de tradução foi intensa, atestam-no quer os comentários na Wiki, quer os vários tópicos de discussão no Fórum da Actividade 1, plataforma Moodle, (por ex., o tópico Tradução ‘Reflections on Teaching and Learning Online’ contou com 50 participações). As intervenções dos colegas não se limitaram ao artigo seleccionado.


2. Contribuição individual

Como a minha formação de base se situa na área das línguas e literatura modernas, e profissionalmente no inglês, senti ter capacidades para intervir com frequência e de forma sustentada. Percebendo a finalidade da tarefa, não fiz questão em defender de forma acérrima determinada proposta que porventura se adequaria melhor ao contexto e à correcção linguística.

 

3. Considerações gerais

Pessoalmente, encaro como interessantes as actividades que exigem tradução, pelo facto de, por vezes, algumas expressões exigirem definições de conceitos inerentes ao e-learning (caso contrário não haveria motivo para direccionar energia para a tradução). Reconheço, não obstante, desde o início do curso, que há várias designações no âmbito do e-learning sem equivalência do inglês para o português, que dão azo não propriamente a diferentes interpretações, mas a expressões inexactas para o contexto. Deixo o exemplo da expressão “instructor”. “Instructor” não equivale a “professor” nem a “instrutor”. A questão foi levantada logo no 1.º semestre na UC de Comunicação Educacional, tendo sido aceite a sugestão do Professor Quintas-Mendes para “formador”. No artigo “Reflections on Teaching and Learning Online…” é utilizado 8 vezes o nome “instructor”; na tradução do artigo é usada 5 vezes a expressão instrutor(es) e apenas uma vez aquela que seria a expressão equivalente mais adequada -  formador. Houve outras discussões e recomendações feitas no fórum que não foram seguidas na tradução no ambiente da Wiki. Evidentemente, estas questões não criam obstáculos ao desenvolvimento das competências previstas para esta actividade. No entanto, há pelo menos uma ilação a retirar: o e-learning é um sistema recente, estando a dimensão da “Presença Social” consolidada é necessário trabalhar mais para a excelência, sobretudo ao nível da “Presença Cognitiva”.  

CAEL - Roteiro de Conteúdos



Tema 1


Qualidade no Ensino e Aprendizagem em cursos online: Uma teia de factores

Objectivo: análise de perspectivas sobre a qualidade em e-Learning, procurando constituir um pano de fundo onde emergem questões e factores a considerar na sua avaliação.

Competências a desenvolver:
- Clarificar conceitos correlacionados com a qualidade em e-learning
- Fazer o levantamento dos factores que determinam a qualidade de cursos online


Recursos:


Penna, M. P. & Stara, V. (2008). Approaches to E-learning quality Assessment. http://isdm.univ-tln.fr/PDF/isdm32/isdm_pietronilla.pdf

Wisenberg, F. & Stacey, E. (2005). Reflections on teaching and Learning Online: Quality program design, delivery and support issues from a cross-global perspective. Distance Education Vol.26, 3, (385-404). http://casat.unr.edu/docs/Weisenberg2005.pdf



Tema 2

Directrizes de qualidade no desenvolvimento/avaliação de cursos online

Objectivo: caracterizar diferentes modelos de desenvolvimento/avaliação da qualidade de cursos online.

Competências a desenvolver:
- Caracterizar diferentes propostas de desenvolvimento/avaliação da qualidade de cursos online;
 - Identificar fundamentos subjacentes a modelos de avaliação de cursos online.

Recursos:
Achtemeier, S. D., Morris, L.V. & Finnegan, C. L. (2003). Considerations for Developing Evaluations of Online Courses. JALN 7, Issue 1.
http://www.edtechpolicy.org/ArchivedWebsites/Articles/ConsiderationsDevelopingEvaluations.pdfVolume

Carr-Chellman, A. & Duchastel, P. (2000). The ideal online course. British Journal of Educational Technology, Vol 31, 3 (229-241).
http://www.personal.psu.edu/users/k/h/khk122/woty/F2FHybridOnline/Carr-Chellaman%202000.pdf

Herrington, A., Herrington, J., Oliver, R., Stoney, S. & Willis, J. (2001). Quality Guidelines for online Courses: The Development of an Instrument to Audit Online Units. In G. Kennedy, M. Keppell, C. McNaught & T. Petrovic (Eds.) Meeting at the crossroads: Proceedings of ASCILITE 2001 (pp 263-270).

Tinker, R. (2001). E-learning Quality: The Concord Model for Learning from a Distance. NASSP Bulletin, Vol. 85, No. 628, 36-46

Holsapple, C. W. & LEE-POST, A. (2006). Defining, Assessing, and promoting E-learning Success: An information systems perspective. Decision Sciences Journal of Innovative Education, Vol.4 Nº1 (pp 67-85)



Tema 3

Perspectivas sobre avaliação pedagógica: a avaliação das aprendizagens em contexto online

Objectivo: proporcionar uma análise, reflexão e discussão sobre as perspectivas, princípios e modalidades/estratégias que têm vindo a emergir na literatura que aborda as questões específicas da avaliação das aprendizagens no contexto da educação online.

Competências a desenvolver
- Caracterizar perspectivas sobre a avaliação das aprendizagens em contexto online.

Recursos:
Barberà, E. (2006). Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI. http://www.um.es/ead/red/M6/

Primo, A. (2006). Avaliação em processos de educação problematizadora online. In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf

Gomes, M. J. (2009). Problemáticas da avaliação online. Actas da VI Conferência Internacional das TIC na Educação - Challenges 2009.



Tema 4

Actividades, instrumentos e modalidades de avaliação em contexto de formação online

Objectivo: proporcionar uma análise, reflexão e discussão sobre as modalidades/estratégias, instrumentos e actividades que têm vindo a emergir na literatura sobre avaliação das aprendizagens em contextos de educação/formação online.

Competências a desenvolver:
- Definir e fundamentar diferentes modalidades, instrumentos e actividades de avaliação de aprendizagens em contexto online

Recursos:
Barrett, H. (2005). White Paper: Researching Electronic Portfolios and Learner Engagement. In Journal of Adolescent and Adult Literacy (JAAL-International Reading Association). http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.123.1428&rep=rep1&type=pdf

Catherine, M., Luca, J. (2001). Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings.
http://ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/mcloughlinc2.pdf

Hammond, M. (2005). A review of recent papers on online discussion in teaching and learning in higher education. Journal of Asynchronous Learning Networks. http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.109.1716&rep=rep1&type=pdf

Mason, R., Pegler, C. & Weller M. (2004). E-Portfolios: an assessment tool for online courses. British Journal of Educational Technology, Vol 35, 6 (717-727)
http://www.sarasotaintranet.usf.edu/ir/Documents/DistanceLearning/mason.pdf

Vonderwell, S., Liang, X. & Alderman, K. (2007). Asynchronous Discussions and assessment in Online Learning. Journal of Research on Technology in Education; Spring 2007; 39, 3; ProQuest Education Journals, pg. 309
http://eric.ed.gov/PDFS/EJ768879.pdf